9 de abr. de 2009

Vadiagem

Minha vontade de escrever sempre esteve muito presente em mim; talvez por isso que no começo da minha vida academica tenha decidido por Jornalismo. Pirava em tudo o que eu lia e sempre quis muito ter minhas próprias histórias lidas por meia dúzia de pessoas. No ginásio uma professora de português nos dava todos os dias um tema e tínhamos que fazer uma dissertação em cima daquilo; alguns achavam um martírio; eu simplesmente AMAVA. Eram naqueles textos de colégio que colocava minhas emoções. Se você quisesse enxergar minha alma, bastaria você ler meu "Diário de Classe".

O tempo passou e até hoje o que eu escrevo é minha alma; uma amiga sempre diz que quando estamos tristes ficamos mais inspirados. Isso tem um certo 'q' de verdade. A tristeza e a melancolia nos levam á lugares até então desconhecidos; mas não gosto desse meu lado, tenho medo dele.

Hoje decidi escrever por que me lembrei de um cara (na verdade, quase todas as minhas histórias são em cima de um cara... ops, perdão pelo trocadilho). Lembrei de quanto ele me fez bem... e o quanto aquele filho da puta me fez mal!!! Simplesmente indescritível... e olha que era um homem de 1m70. Como um homem deste tamanho consegue fazer tamanho estrago??? Até hoje, não consigo entender!

Mauro não era propriamente bonito. Baixinho, meio barrigudinho, mal humorado; mas os cabelos negros, os olhos idem e aqueles cílios enormes me fizeram cair de quatro des do primeiro instante. De fato o que me fascinava em Mauro não era nenhum esteriótipo. O que me hipnotizava era a sua canalhice, a sua malandragem, a sua malemolência. O tipo de homem que todas as mães avisam ás filhas quando nascem: não se aproxime dele! Mas Mauro era O cara! Impossível resistir á tanto charme.

Sempre fui um tanto gandaieira, sempre gostei de farra e de estar com pessoas que fossem muito diferentes de mim ou que fossem exatamente meu lado masculino... e aquele traste do Mauro era exatamente tudo isso. Des de que me conheço por gente amo o Carnaval; meus amigos costumam dizer que, de Setembro á Fevereiro, se quiser me achar, basta ir até uma quadra de escola de Samba. Mauro me mostrou o lado mágico das escolas, o barracão, a bateria e o festerê. Em uma noite fomos em simplesmente seis (isso mesmo, SEIS!!!) escolas de samba. Em cada uma que eu entrava era uma sensação nova e diferente; e aquele cachorro-vira-lata do Mauro parecia político em época de eleição... conversava com a geral, amigo da galera. De lado eu só olhava e pensava: como é que ele consegue?!?!

Mas claro, não bastava Mauro me mostrar a magia do Carnaval se também não fosse um ótimo amante. Sempre gostei dessa coisa meio voyeur, e, depois que descobri o lado vadia do vadio, me acabei. Hoje me lembro e penso como eu pude ser capaz de tamanha canalhice... é minha gente, foram várias emoções!!!... e aquele traste sempre vai ser lembrado por mim.

Não, não... calma pessoal... ele não morreu! Foi pior que isso... Mauro casou!!! Mas também tava na hora; um homem que namora á 12 anos já passou do ponto de casar. Confesso que fiquei triste! Ele não me convidou pro casamento e depois eu fiquei pensando: será que por acaso ele não teria um primo parecido com ele?!? Essa sim foi a maior tristeza!!!...rs

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