30 de abr. de 2009

São Silvestre

Sempre fui gordinha, sempre mesmo... mas sempre me achei incluída, nunca fiquei de deprê ou de bode por conta disso. Claro que ás vezes dá aquela vontade de pegar uma faca e passar em todas as gordurinhas que estão sobrando nesse meu "corpitcho", mas logo essa vontade passa.

Por esse motivo, desses quilinhos á mais, é que eu passei por uma das situações mais engraçadas de toda a minha vida... bom, vamos ao causo...rsrs

*****

Logo que sai do colégio decidi que queria fazer Jornalismo... sim, isso mesmo... meu sonho era ser jornalista! Entrei no Cursinho, me dedicava ás aulas (nem tanto!) e mesmo tendo vadiado praticamente o ano todo (não, eu não me orgulho disso!) achei que poderia passar na Cásper Líbero, que é nada mais, nada menos, do que uma das cinco melhores faculdades de comunicação de todo o Brasil.

Prá quem conhece São Paulo e principalmente a Avenida Paulista, sabe que a Cásper fica no mesmo prédio da Gazeta; lá as pessoas se inscrevem para vários tipos de atividades, como caminhada, teatro, vestibular, maratonas e receitas culinárias da Ana Maria Braga (esse último item é mentira!...rs). Como eu sou brasileira, deixei para me inscrever no vestibular exatamente no último dia, óbvio! Costumo brincar com meus amigos dizendo que gosto de viver a vida com aventuras... que graça teria se eu tivesse ido no primeiro dia? Nenhuma, né!!!

Subi as escadas do metrô correndo, me lembro como se fosse hoje... o prazo se encerrava ás 16h00 e quando cheguei na Paulista visualizei naqueles relógios da avenida a hora exata (e também aquele calor absurdo de São Paulo + verão - ar condicionado = gordinhos suando!...rs): era 15h38!

Corri de mais, corri muito!!! Não sei se vocês sabem, mas todo gordinho tem tendência ao desastre, ou seja, deixei todos os meus documentos caírem nas escadas do prédio da Gazeta. A minha sorte foi que um Senhor me ajudou á recolher meu CPF, RG, título de eleitor, conta de água, luz, telefone, certidão de nascimento da minha avó materna, carta de alforria e mais todos aquels documentos que eles pedem na hora das inscrições.

Quando cheguei no guichê, pingando mais do que nariz de criança ramelenta, o cara que estava recebendo as inscrições me olhou com uma cara de desdém... eu, debochada como sempre, não dei muita atenção e disse que estava lá para me inscrever. Abaixo segue meu diálogo com o cara do guichê:

Eu:
- Oi... eu vim me inscrever!

Cara:
- Você veio o que? Se inscrever?!?

Eu:
- Isso mesmo... vim me inscrever... tô um pouco atrasada mas acho que a documentação tá toda certa!

Cara (com a fisionomia mais sarcástica do mundo e medindo todos os centímetros do meu corpinho):
- Mas é prá vc mesmo? Você não acha que vai gastar dinheiro á toa?

Nessa hora fiquei puta... como um cara que não me conhece me questiona sobre minha inscrição no vestibular e minha capacidade intelectual? Desci das tamancas, fechei a cara e falei:
- Olha moço, eu vim aqui fazer a MINHA INSCRIÇÃO PRO VESTIBULAR, posso?

Nessa hora, nem ele se aguentou... deu uma risadinha, me olhou de novo e disse o seguinte:
- Vestibular?!? Ahhhhhhhhhhhh não... AQUI É INSCRIÇÃO PRÁ SÃO SILVESTRE!!!!

Preciso falar mais alguma coisa? Sentei no chão e fiz xixi na calça do tanto que eu ri...!!! Ai como eu sofro, viu!!!...rsrsrs

*****

Texto dedicado ao post tumultuado (rsrs) do tio Jairo de hoje...rsrs (http://www.assimcomovoce.folha.blog.uol.com.br/).

* imagens do "google imagens"

27 de abr. de 2009

Presentes

Me fala a verdade... quem não gosta de ganhar presente? Eu adoro, principalmente os que são de aniversário; não tô falando somente dos presentes físicos (não que não sejam bons...rs), mas sim daqueles presentes que a gente carrega na alma e na caixinha de boas lembranças.

Nesse ano fui privilegiada! Ganhei roupinhas, sapatinhos, livro, perfume, flor, chocolate... mas também ganhei presentes inimagináveis...

- ganhei a primeira carta escrita pelo Pedro, com as seguintes palavras: "MADRINHA EU TE AMO"; e detalhe, com um coração em volta... gente, quase morri de chorar...rsrs

- ganhei a presença de um amigo total-heavy-metal numa roda de samba com feijoada num Sábado á tarde;

- ganhei um porre (dos bons!...rs) com a Carol, as Ana's e a Lete cuidando de mim...kkkkkk;

- ganhei 3 beijos (isso mesmo, 3 beijos!!!) de um cara que eu sonhava em beijar dêsde quando dei meu primeiro beijo;

- ganhei abraços calorosos;

- ganhei tanto amor que não estou cabendo em mim... =)

De fato existem coisas que nem Mastecard compra...rs

23 de abr. de 2009

Boda de Prata

Enfim, 25 anos!

Conheço pessoas que não gostam de fazer aniversário, o que não é o meu caso. Amo comemorar mais uma primavera, mais um outono, mais um verão e mais um inverno...rs

É o dia que todas as atenções estão voltadas somente para nós, é o dia que recebemos ligações carinhosas de pessoas que a gente nem imagina, é o dia de ganhar abraços calorosos e palavras de carinho; é o dia de soprar velinhas, fazer pedidos e renovar os sonhos; dia de se sentir único!

Sempre me auto-homenageio... é um hábito totalmente atípico, mas sempre foi assim. Afinal de contas, quem melhor do que eu mesma prá me desejar coisas boas?...rsrs

* quero meus pais ao meu lado por pelo menos mais 150 anos... =)
* quero a Má (minha gordinha indigente) e a Fan prá sempre;
* quero a risada mais gostosa do Pedro e ouvir ele me chamando de Madrinha pro resto da vida;
* quero as bochechas quentinhas da Giuliana e que a primeira palavra que ela fale seja Dinda;
* quero a Samambaia, o Espada de São Jorge, o Pandinha e o Rô como meus alicerces;
* quero a Tia Cida, a Tia Luana e o Tio Darinho sempre me amando;
* quero minha comadre Vivi mais perto;
* quero ser sempre recheio do Guiu e do Du;
* quero ter sempre amigos-irmãos/amigas-irmãs como o Dinho, Julio, Frank e Lilica;
* quero mais festa e mais farra com o Leo;
* quero a Laura Maria sempre ao meu lado e que eu seja sempre a Tali dela;
* quero que amizades antigas como a da Pri, do Souza, da Carol e da Carina estejam sempre presentes;
* quero outros Carnavais com o Xícara;
* quero Nordeste e Festival de Verão de novo;
* quero sol todo dia;
* quero risadas com o Bába, o Alêbas e o Dani;
* quero fofoca com a Marlete;
* quero pagode com a NaLúcia e o Alan;
* quero fórmulas do excel com o Felipe;
* quero Boracéia com a Lih;
* quero Colação de Grau com a Paulinha e a Érika;
* quero ir mais vezes acampar em Trindade;
* quero boteco com a Sil e o Didi;
* quero a Paula, o Rô e a Marrom-com-Franja como eternos amigos;

*quero a Samantha-Magali com sua energia boa prá cacete;
* quero Gaviões de Junho á Fevereiro.


Hoje eu quero paz, eu quero amor!!!

17 de abr. de 2009

Protesto?

Estavo indo prá faculdade ontem á noite quando cheguei numa determinada estação do metrô notei um tumulto totalmente atípico pro horário. Eram vários jovens, mas muitos mesmo! Notei também que eram de classe média alta (classe média alta leia-se aquele bando de filhinho de papai sem ter mais o que fazer!).

Na hora que o vagão parou na plataforma, todos entraram parecendo rodeio quando abre a porteira... muita gente, muito empurra-empurra, senhorinhas expremidas... até aí, ok... é o metrô de São Paulo. Porém, houve um detalhe: assim que as portas se fecharam TODOS AQUELES JOVENS DESOCUPADOS começaram á tirar a roupa!

Minha gente, o que era aquilo? A visão do inferno? Não, não eram aqueles rapazes sarados, bronzeados e com as pernas torneadas (rs), muito menos aquelas meninas com corpinhos do tipo Bünchen, era... bom, sei lá o que era!!! Só sei que foi um festival de cuecas manchadas-de-cândida-sem-elástico e calcinhas-que-pareciam-calçolas-com-furos-na-bunda! Quando questionei uma das meninas que estavam ao meu lado sobre o que eles estavam protestando a resposta (que eu já imaginava que seria essa!) foi:

- Ô Fulana, o que é que a gente tá protestando mesmo?

Agora, depois disso tudo, as perguntas que não querem calar são:

1) POR QUE ESSE POVO DESOCUPADO não vai fazer protesto ás 2 da tarde, quando não tem ninguém no metrô?

2) POR QUE ESSE POVO DESOCUPADO ao invés de utilizar a linha do metrô classe-média-alta (que passa pela Avenida Paulista e vai até a Vila Madalena) não utilizou a linha que vai da Zona Oeste até a Zona LOST, digo, Zona Leste? (quem conhece SP sabe do que eu tô falando...rs)

3) POR QUE ESSE POVO DESOCUPADO não pega um tanque de roupa prá lavar ou então vão faxinar uma casa?

Ahhhhhhhh, fala sério... vaõ protestar no DEIC (rs)! E até agora, não faço a mínima ideia do que foi aquilo!

16 de abr. de 2009

Começo do fim

Todos os carinhos de Pablo não eram mais meus! Mesmo quando ele estava em meus braços sentia um vazio tão grande que minha alma se perdia na imensidão.

Pablo tinha sido algo avassalador em minha vida. Mexia comigo por dentro, de uma forma inesperada e surpreendente. Nossa amizade vinha de longa data, de muito, muito, muito tempo.

Os anos foram passando e quando aconteceu nossa primeira transa foi... traumatizante! Mas depois, percebi que tudo podia ser bem pior. Foi insosso e sem graça. Mas meus sentimentos me confundiam e me faziam temer o futuro. Ou seria uma tragédia ou uma aventura. Acabou sendo os dois!

As primeiras transas foram ruins, até para mim, uma semi-virgem; mas com o passar dos tempos, foi melhorando. Ensinava a Pablo tudo o que aprendia pelas minhas gandaias; ensinava a controlar a respiração, a segurar o gozo; ensinei até a posição que ele deveria deixar a língua na hora do sexo oral e como movimentá-la a ponto de levar alguém até o céu. E ele eprendia perfeitamente. Não precisva mais dizer o que fazer nem como fazer. Pablo virou meu step para sexo. Tava á fim de uma noite de amor (amor = sexo delicioso), ligava e ele vinha.

Em um Sábado de Carnaval depois de muita vodka, cervejas e mais algumas biritas, dividimos nossa cama com uma grande amiga minha, Diana; nos conhecíamos des da época do pré primário. De repente aquela festa de Momo que começou tão sem-graça estava se transformando num dos momentos mais inesquecíveis da minha vida. No dia seguinte, no café da manhã, cada um de nós ainda estava com o gosto do outro nas entranhas.

Prá mim estava tudo perfeito. Tinhamos uma relação de afeto que impressionava. Pablo, além de meu amante preferido era também um ótimo amigo, parceiro para todas as horas. Quando ligava prá ele, com apenas um "alô" ele simplesmente desvendava todos os meus mais cruéis segredos. Ele estava em mim. Vivia em mim.

"Mas de uns tempos prá cá, meio sem querer, alguma coisa aconteceu"; do nada passamos a trocar carícias em público, ele fazia ceninhas de ciúmes, dizia que me amava olhando em meus olhos, me chamava de "minha mulher", e até brincava sobre como seriam nossos filhos. Fiquei impressionada. Pablo de fato agora era meu.

Tudo muito lindo, tudo muito bacana e o inesperado que eu já esperava aconteceu; Pablo fica, (isso mesmo, fica, se pega, se amassa) com uma amiga minha (que descobri nesse dia que não era minha amiga coisa nenhuma!), na minha frente, em um show de reggae. O mundo desabou sobre minha cabeça; parecia que tinha sido atropelada dezoito vezes por um caminhão carregado de entulhos. Mas como assim? E o nosso amor? E os nossos filhos? E nossa Toyota Fielder? Ó céus, ó vida, ó azar; Pablo me apunhalou pelas costas.

Nunca tive medo de dividir Pablo, tinha medo de perdê-lo. Sempre tive! Depois daquele sentimentalismo todo, daquela demonstração de afeto, daqueles olhos nos olhos, me achei no direito de questionar o por que daquilo tudo. E sabe o que ouvi? "Somos ótimos amantes, grandes parceiros, mas somos só amigos!". Eu juro, se naquele momento tivesse um Doze com certeza daria uns dois tiros exatamente no saco daquele filho da puta... ah, eu daria!!! Mas do alto dos meus 1,58m e de frente pr'áquela muralha de 1,92m me contive, respirei fundo, dei um abraço longo e pedi que ele saísse do meu carro. E esse, foi o começo do fim!

14 de abr. de 2009

Nostalgia

Uma parte muito feliz da minha vida foi a minha infância. Fui a neta mais nova por longos oito anos. Éramos quatorze primos! Quando estávamos juntos e se, por acaso, fossemos comprar bolachas, e todos quisessem de morango e eu quisesse de chocolate, meu voto era unânime e todos comeriam a que eu tinha escolhido. Sempre fui mimada, paparicada e muito, muito, muito amada. Lembro com muitas saudades de todos esses momentos.

Sempre gostei muito de interagir. Falo pelos cotovelos! Falo com quem não conheço, sorrio pras pessoas na rua, e sempre foi assim. Lembro de uma vez que fui ao cinema assistir ao filme dos Trapalhões e quando acabou a sessão, subi naquele palquinho que fica em frente á tela e comecei á dançar. Resultado: risada geral da platéia! Minha tia lembra até hoje dos créditos do filme sendo projetados em mim e essa história ainda rende boas risadas. Na verdade (mas que ninguém nos ouça!) é que não gostava de interagir... eu era exibida mesmo!!!...rs

Adorava cozinhar (e ainda adoro!)! Quando criança, aprontei uma das boas. Fui dormir na casa dos meus avós e decidi, de madrugada, que iria preparar um bolo (surpresa, claro!) prá minha avó tomar café da manhã no outro dia. Fui batendo todos os ingredientes (sem batedeira... esqueceram que era surpresa?!?) e quando chegou na parte da margarina, notei que tinha acabado. Não deu outra: coloquei maionese!!! Quando me perguntaram sobre aquele “gostinho diferente” não disse nada... só fui revelar o tal segredo muito tempo depois...rs

Também gostava muito do meu “lado moleque”. Parecia que meu joelho tinha um imã que o ligava ao chão; sempre estava estropiada, mal-trapadilha... ainda na casa dos meus avós, tinha um terreno na parte da trás que era o meu parque de diversões e dos meus primos; só tinha um detalhe: era todo de terra! Num dia de festa, minha mãe me colocou um vestido branco e avisou: não vai até o campinho e pronto! E adivinhem só? Rolei no barranco (daqueles que deixam a gente vermelho uma semana!) sem querer. Gente, minha casa caiu nesse dia!!! Só por Deus mesmo!!!

Ahhhhhhhhh, outra história boa... todo mundo sempre tem uma prima que quer ser a Xuxa, certo? Pois na minha família não era diferente! Mas ela era uma Xuxa autoritária (kkkkkkkk)! Além de querer que as meninas fossem as Paquitas, os meninos eram aquele grupo, o Dominó. E o bicho pegava prá quem errava a coreografia! Só que ser a caçula também tinha o lado ruim; quando estávamos só eu e ela (a Xuxa autoritária...rs) ela me obrigava á aprender várias coreografias e, até hoje, tenho trauma daquela música do “princípio, meio e fim” do Fábio Júnior. Vida dura!

Sem contar outra prima, que insistia em me colocar dentro da máquina de lavar roupas, me fazia ficar de olhos fechados e me dizia que, se eu abrisse os olhos, os ET’s iriam me pegar. Caçula sofre, minha gente! Mas com ela também aprendi á ler e escrever (a parte mais bacana!) e como tinha muita dificuldade em diferenciar o ‘b’ do ‘d’ ela me dizia que ‘o b é o que tem a barriguinha e o d é o que tem o bumbunzinho’ (muito didático esse método!); com ela também aprendi a andar de bicicleta e tomei vários tombos. E essa, ao invés da Xuxa autoritária, ouvia Engenheiros do Hawaii.

Que seção nostalgia! Relembrar essas histórias só me faz perceber o quanto sou feliz justamente por ter tido tudo isso na minha infância. Saber que tudo o que sou hoje, devo á essas pessoas maravilhosas que fizeram e ainda fazem parte da minha vida. Que mágico! Eu tenho certeza que essa criança que aprontou todas essas coisas ainda está muito viva dentro de mim; e mais, sei que ela que me dá forças prá superar esse monte de problemas de adulto! É clichê, é frase feita... mas nunca deixe sua criança morrer!

9 de abr. de 2009

Vadiagem

Minha vontade de escrever sempre esteve muito presente em mim; talvez por isso que no começo da minha vida academica tenha decidido por Jornalismo. Pirava em tudo o que eu lia e sempre quis muito ter minhas próprias histórias lidas por meia dúzia de pessoas. No ginásio uma professora de português nos dava todos os dias um tema e tínhamos que fazer uma dissertação em cima daquilo; alguns achavam um martírio; eu simplesmente AMAVA. Eram naqueles textos de colégio que colocava minhas emoções. Se você quisesse enxergar minha alma, bastaria você ler meu "Diário de Classe".

O tempo passou e até hoje o que eu escrevo é minha alma; uma amiga sempre diz que quando estamos tristes ficamos mais inspirados. Isso tem um certo 'q' de verdade. A tristeza e a melancolia nos levam á lugares até então desconhecidos; mas não gosto desse meu lado, tenho medo dele.

Hoje decidi escrever por que me lembrei de um cara (na verdade, quase todas as minhas histórias são em cima de um cara... ops, perdão pelo trocadilho). Lembrei de quanto ele me fez bem... e o quanto aquele filho da puta me fez mal!!! Simplesmente indescritível... e olha que era um homem de 1m70. Como um homem deste tamanho consegue fazer tamanho estrago??? Até hoje, não consigo entender!

Mauro não era propriamente bonito. Baixinho, meio barrigudinho, mal humorado; mas os cabelos negros, os olhos idem e aqueles cílios enormes me fizeram cair de quatro des do primeiro instante. De fato o que me fascinava em Mauro não era nenhum esteriótipo. O que me hipnotizava era a sua canalhice, a sua malandragem, a sua malemolência. O tipo de homem que todas as mães avisam ás filhas quando nascem: não se aproxime dele! Mas Mauro era O cara! Impossível resistir á tanto charme.

Sempre fui um tanto gandaieira, sempre gostei de farra e de estar com pessoas que fossem muito diferentes de mim ou que fossem exatamente meu lado masculino... e aquele traste do Mauro era exatamente tudo isso. Des de que me conheço por gente amo o Carnaval; meus amigos costumam dizer que, de Setembro á Fevereiro, se quiser me achar, basta ir até uma quadra de escola de Samba. Mauro me mostrou o lado mágico das escolas, o barracão, a bateria e o festerê. Em uma noite fomos em simplesmente seis (isso mesmo, SEIS!!!) escolas de samba. Em cada uma que eu entrava era uma sensação nova e diferente; e aquele cachorro-vira-lata do Mauro parecia político em época de eleição... conversava com a geral, amigo da galera. De lado eu só olhava e pensava: como é que ele consegue?!?!

Mas claro, não bastava Mauro me mostrar a magia do Carnaval se também não fosse um ótimo amante. Sempre gostei dessa coisa meio voyeur, e, depois que descobri o lado vadia do vadio, me acabei. Hoje me lembro e penso como eu pude ser capaz de tamanha canalhice... é minha gente, foram várias emoções!!!... e aquele traste sempre vai ser lembrado por mim.

Não, não... calma pessoal... ele não morreu! Foi pior que isso... Mauro casou!!! Mas também tava na hora; um homem que namora á 12 anos já passou do ponto de casar. Confesso que fiquei triste! Ele não me convidou pro casamento e depois eu fiquei pensando: será que por acaso ele não teria um primo parecido com ele?!? Essa sim foi a maior tristeza!!!...rs

6 de abr. de 2009

Despedida

Se despedir dói tanto; partir sem olhar para traz também! Uma porta se fecha nas minhas costas e outra se abre com um horizonte pronto para ser esplainado por mim. Quero mergulhar de cabeça nesse mar de coisas novas.

Obrigada por se fazerem presente em momentos de total importânica!

"E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos meus amores; mas enlouqueceria se morresem todos os meus amigos!" (Vinícius de Moraes)