"Já não tenho dedos prá contar,
de quantos barrancos despenquei,
e quantas pedras me atiraram,
ou quantas atirei.
Tanta farpa, tanta mentira,
tanta falta do que dizer,
nem sempre é 'so easy' se viver.
Hoje eu não consigo me lembrar,
de quantas janelas me atirei,
e quanto rastro de incompreensão,
eu já deixei.
Tantos bons, quantos maus motivos,
tantas vezes desilusão,
quase nunca a vida é um balão.
Mas o teu amor me cura,
de uma loucura qualquer.
É encostar no seu peito,
e se isso for algum defeito,
por mim tudo bem."